Aprenda práticas, custos, manejo de pastagens e estratégias sustentáveis para criação de gado extensiva. Guia prático, com fontes confiáveis e dicas para aumentar rentabilidade sem perder a qualidade ambiental.
No entanto, a criação de gado extensiva continua sendo uma das bases da pecuária brasileira.
Embora seja um sistema tradicional e amplamente difundido, muitos produtores ainda enfrentam desafios como baixa produtividade, custos elevados, pastagens degradadas e dificuldades em manter o rebanho saudável o ano todo.
Por isso, entender como otimizar esse modelo é essencial para garantir rentabilidade, eficiência, e um negócio sustentável no longo prazo.
Neste artigo, você encontrará estratégias práticas, atualizadas e comprovadas para melhorar os resultados da sua propriedade, sempre com uma abordagem clara, humana e acessível.
Leia também: Agronegócio: os segmentos e produtos mais rentáveis do setor no Brasil.
Por que a criação extensiva ainda é tão importante?

Assim, a pecuária extensiva oferece vantagens como: custo inicial mais baixo, menor necessidade de infraestrutura complexa, bem-estar animal elevado, devido ao maior espaço disponível e integração natural com o bioma local.
Contudo, para continuar competitiva em um mercado exigente, ela precisa evoluir. Isso envolve adotar práticas modernas de manejo, ferramentas de baixo custo e estratégias inteligentes para reduzir gastos sem comprometer a produção.
Principais desafios enfrentados pelos produtores
Em resumo, é comum que pecuaristas relatem dificuldades como:
1. Pastagens degradadas
Entretanto, a degradação reduz drasticamente o ganho de peso por hectare e aumenta o custo com suplementação. Sem manejo eficiente, a tendência é perder produtividade ano após ano.
2. Baixa taxa de lotação
Por outro lado, a lotação inadequada ocorre quando o pasto não suporta o número de animais. Isso gera ciclos de escassez e compromete os resultados.
3. Gastos elevados com suplementação
Também, na seca, o desembolso com suplementos minerais, proteicos ou energéticos pode representar grande parte das despesas anuais.
4. Sanidade e acompanhamento do rebanho
Além do mais, a criação extensiva, por envolver grandes áreas, torna mais difícil monitorar o rebanho e detectar doenças precocemente.
5. Exigências ambientais e de mercado
Ainda, consumidores, frigoríficos e exportadores estão cada vez mais atentos à rastreabilidade e sustentabilidade da carne bovina.
Como tornar o sistema extensivo mais rentável?

No entanto, para maximizar resultados, pequenos ajustes fazem enorme diferença. Veja o que realmente funciona na prática:
1. Melhore o manejo de pastagens
Assim sendo, a pastagem é a base da pecuária extensiva. Logo, cuidar dela é cuidar do caixa da fazenda.
As estratégias mais eficientes são:
- Avaliação periódica do solo
Portanto, sem análise de solo, qualquer tentativa de adubação é tiro no escuro. - Rotação de pastagens
Porém, mesmo uma rotação simples, com poucas divisões, reduz o sobrepastoreio e aumenta a taxa de recuperação da forragem. - Correção e adubação estratégica
De certa forma, a correção de acidez (calcário) costuma ter custo-benefício excelente. - Escolha de forrageiras adaptadas ao clima local
Por fim, capim certo no solo certo reduz custos e aumenta a produção de arrobas por hectare.
Produtor que cuida do pasto aumenta a produtividade sem aumentar a área — e esse é o verdadeiro segredo da rentabilidade.
2. Ajuste a taxa de lotação (UA/ha)
Entretanto, ajustar o número de animais conforme a estação do ano, o crescimento da pastagem, e a capacidade de suporte do solo, é uma estratégia simples e extremamente efetiva para manter o ganho médio diário sem elevar custos de suplementação.
3. Invista em suplementação estratégica — não excessiva
Na seca, a suplementação deve ser calculada. O segredo é:
- manter o desempenho,
- evitar perda de peso,
- e controlar gastos.
Modelos mais eficientes:
- suplemento proteico na transição seca/águas,
- suplementação mineral durante todo o ano,
- e suplemento energético apenas quando necessário.
4. Use tecnologia barata a seu favor
Você não precisa de drones caros ou softwares complexos. Hoje existem:
- Aplicativos gratuitos para registrar peso, manejo e sanidade, plaquinhas de identificação de baixo custo e planilhas digitais simples (Google Sheets/Excel). Quanto melhor o registro, melhor a gestão.
5. Aposte em bem-estar animal e estrutura mínima
Sombra, água limpa e cochos posicionados corretamente aumentam:
- ganho de peso,
- fertilidade,
- e a saúde geral do rebanho.
Investimentos em bebedouros eficientes trazem retorno rápido.
6. Considere sistemas integrados (ILP ou ILPF)
Ainda que mantenha o sistema extensivo, você pode introduzir: arvores (sombreamento e proteção do solo), áreas de lavoura safrinha, ou pastejo alternado.Esses modelos aumentam a produção por hectare e ajudam no equilíbrio ambiental.
7. Sustentabilidade = lucro no longo prazo
Práticas sustentáveis não são apenas exigência ambiental — elas melhoram a fazenda como um todo:
- evitam erosão e degradação,
- aumentam carbono no solo,
- abrem portas para mercados diferenciados.
Certificações e rastreabilidade podem agregar valor à arroba, especialmente no mercado internacional.
8. Indicadores que você precisa acompanhar
Produtor que mede, melhora. Produtor que não mede, acha que melhora.
Os principais indicadores são: Ganho Médio Diário (GMD), Arrobas produzidas por hectare/ano, Taxa de mortalidade, Taxa de prenhez e Custo por arroba produzida.
Com esses números em mãos, qualquer tomada de decisão fica mais clara — e mais lucrativa.
Entretanto, a criação de gado extensiva ainda tem enorme potencial para ser rentável. Para isso, é preciso unir tradição e modernidade: um olho na pastagem, outro nos números.
Quando o produtor adota até mesmo pequenas práticas de manejo e gestão, o resultado aparece rápido — mais produtividade, menor custo e mais tranquilidade no negócio.
E lembre-se: o segredo não está em gastar mais, mas em gastar melhor.
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Fontes consultadas
- EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária: Sistemas de Produção de Gado de Corte e Manejo de Pastagens.
- FAO – Food and Agriculture Organization: Publicações sobre pastagens, sustentabilidade e manejo de sistemas extensivos.
- MAPA – Ministério da Agricultura e Pecuária: Diretrizes sobre sanidade, produção pecuária e regulamentações ambientais.
- Pezzopane, J. R. M.; Euclides, V. P. B.; Zimmer, A. H. — Pesquisas sobre manejo de pastagens e taxa de lotação.
- Artigos científicos de universidades federais brasileiras (UFV, UEM, UFLA, Unesp) sobre pecuária extensiva, GMD e sistemas integrados.

