Estudar sobre Sistemas Agrícolas e Modos de Produção é fundamental, sobretudo quem planeja fazer o ENEM ou prestar vestibular.
Para começar, compreender agricultura é compreender a própria história da humanidade. Antes do domínio das técnicas agrícolas, os seres humanos viviam como nômades, deslocando-se constantemente em busca de alimentos por meio da caça e coleta.
Não havia produção de alimentos, apenas consumo dos recursos disponíveis. Quando a oferta escasseava, o grupo precisava se mover outra vez.
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1°. Passo – Da coleta à produção: como a agricultura transformou o planeta

Entretanto, tudo mudou quando as primeiras civilizações descobriram que sementes poderiam ser plantadas e domesticadas. Esse marco histórico — conhecido como Revolução Agrícola— representou a maior transformação social já registrada.
A agricultura permitiu que as pessoas se sedentarizassem, estabelecendo vilas próximas a rios, o que facilitava a irrigação. Assim, surgiram as primeiras comunidades estáveis, a divisão do trabalho, o acúmulo de excedentes e, posteriormente, as cidades.
Além disso, a agricultura integra o setor primário da economia, responsável por extrair matéria-prima da natureza: agricultura, pecuária, pesca e mineração. Sem ela, nenhum outro setor existiria, pois não se transforma o que não é produzido.
Hoje, a agricultura continua sendo estratégica em diversas áreas:
- Segurança alimentar – garante abastecimento de alimentos;
- Economia global – gera empregos e divisas com exportação;
- Desenvolvimento tecnológico – impulsiona pesquisa e inovação.
Portanto, quando falamos em agricultura, falamos de algo muito maior do que plantar e colher: falamos de **base econômica, transformação social e sustentabilidade do planeta.
2°. passo – Sistemas agrícolas: intensivo, extensivo e agricultura familiar x empresarial
Agora, é importante entender que nem toda agricultura é igual. Ela se organiza em sistemas de produção, que variam conforme o tamanho da área, uso de tecnologia, mão de obra e foco produtivo.
Agricultura intensiva
Alta tecnologia: irrigação mecanizada, sementes melhoradas, defensivos e fertilizantes.
-Grande produtividade em áreas menores.
– Exige investimento financeiro elevado.
Exemplo: cultivo de hortaliças, flores, frutas e aviários de alta produção.
Agricultura extensiva
-Grandes áreas, baixo uso de tecnologia e produtividade menor.
-Mão de obra numerosa, geralmente familiar.
-Resultados dependem das condições naturais do solo e do clima.
Exemplo: criação de gado a pasto sem manejo técnico.
Agricultura familiar
-Produção em pequenas propriedades, com mão de obra majoritariamente da família.
– Foco na subsistência, mas também na venda para mercados locais.
-No Brasil, representa 70% do alimento consumido internamente.
Agricultura empresarial ou patronal
-Produção em larga escala e focada no lucro.
-Uso intensivo de máquinas e tecnologias avançadas.
-Forte presença no agronegócio e exportação.
Em síntese: agricultura familiar alimenta o mercado interno; agricultura empresarial abastece o mercado externo.
3°. Passo – Modos de produção: tradicional, moderna e agricultura 4.0 (agricultura digital)

Palavra de transição: Em seguida, analisamos como os modos de produção evoluíram ao longo do tempo. A agricultura não é estática — ela avança conforme o desenvolvimento tecnológico.
1- Agricultura tradicional
- Técnica simples e baixa usa de máquinas.
- Produção voltada para a subsistência.
- Forte vínculo com práticas culturais e conhecimento ancestral.
2-Agricultura moderna (Revolução Verde – anos 1960)
- Agrotóxicos, fertilizantes químicos e sementes selecionadas.
- Aumento expressivo da produtividade.
- Impactos ambientais e dependência de insumos industriais.
3-Agricultura 4.0 (Agronegócio Digital)
- GPS em máquinas, drones, monitoramento por satélite, sensores no solo.
- Agricultura de precisão: produz mais com menos recursos.
- Integração de dados em tempo real, reduzindo perdas.
Hoje, o produtor acessa dados no celular, ajusta máquinas remotamente e decide o melhor momento de irrigar, fertilizar e colher.
Resultado: mais produtividade, menos desperdício e maior sustentabilidade.
4°. Passo – Impactos socioambientais: benefícios e desafios da atividade agrícola
Contudo,nem tudo é positivo. A agricultura gera benefícios sociais e econômicos, mas também impactos ambientais quando praticada de forma inadequada.
Benefícios
- Geração de empregos no campo e nas cidades.
- Produção de alimentos, fibras e biocombustíveis.
- Desenvolvimento de cidades e infraestrutura.
Impactos negativos (quando mal manejada)
- Desmatamento para ampliação de áreas agrícolas.
- Erosão do solo devido ao uso inadequado de técnicas.
- Contaminação de rios por fertilizantes e agrotóxicos.
- Emissões de gases de efeito estufa (metano e CO₂).
Por outro lado, surgem técnicas sustentáveis:
- Plantio direto(protege o solo)
- Integração lavoura-pecuária-floresta
- Agrofloresta e agricultura orgânica
A agricultura sempre terá impacto, mas o planejamento define se será positivo ou destrutivo.
5°. passo – O futuro da produção agrícola: sustentabilidade, tecnologia e segurança alimentar

Por fim,o desafio atual é produzir mais alimentos para uma população que pode chegar a 10 bilhões de pessoas em 2050, sem destruir o meio ambiente.
O futuro da agricultura passa por três pilares:
Sustentabilidade ambiental, Conservar o solo , proteger a água e reduzir emissão de poluentes.
Tecnologia avançada
Uso de:
– Inteligência artificial
-Big data
– Drones e sensores
– Impressão 3D de alimentos em pesquisas experimentais
Segurança alimentar
Garantir que toda população tenha acesso a alimentos suficientes, seguros e nutritivos.
Assim, o produtor deixa de ser apenas agricultor e passa a ser gestor de dados, administrando informações que otimizam cada fase da produção.
Concluindo, a evolução agrícola moldou sociedades, cidades e economias. O que começou com sementes lançadas no solo hoje envolve máquinas autônomas, satélites e inteligência artificial. Entender esses sistemas agrícolas é compreender o passado — e enxergar o futuro.

